domingo, 6 de janeiro de 2013

“Mas a gente sempre ama errado. Porque, o amor, dá passe para a liberdade. A liberdade de ser. A liberdade do ser: do ser feliz, do ser você. Sem amarras o amor te diz: vai. Sem guilhotinas na cabeça o amor te diz: anda. Sem tiros na cabeça o amor te diz: corre. Mas corra pra longe onde ninguém te acha; corra para o abrigo maior que há; para as longitudes cartesianas do teu peito. Vai. Foge porque isso está te matando, e o amor não mata ninguém. O amor só salva, só repara, só ampara. O amor só pega no colo e aceita, respeita, dá. O amor dá as asas, dá o tempo, dá a vida. Sem força o amor te diz: você é mais que isso. Sem rótulos o amor te diz: eu não ligo. O amor não liga se você deixá-lo à míngua; o amor não liga se você esquecê-lo na porta do bar; o amor nem liga se você não querê-lo mais. Sem prisões o amor te diz: seja.

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